Crime ocorreu em dezembro de 2017. José Milson da Silva, de 29 anos, passou por júri popular em Cesário Lange (SP).
Um dos acusados de participar do assassinato de duas mulheres em dezembro de 2017, em Cerquilho (SP), foi condenado a 32 anos de prisão, segundo a Polícia Civil informou.
As vítimas Maria Lucia Infanti e Ana Cristina Pilon, de 62 e 44 anos, eram amigas e foram encontradas mortas com marcas de tiros dentro de uma casa no bairro Nosso Teto.
A Polícia Civil passou a investigar o caso e quatro homens foram presos em Tietê, sendo que um deles foi liberado ao longo das investigações. Nesta terça-feira (20), José Milson da Silva, de 29 anos, passou por júri popular em Cesário Lange (SP) e recebeu a condenação.
De acordo com o delegado Agnaldo Nogueira, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), José e Gilmar Ramos da Silva foram contratados por Danilo Abras para matar a cunhada Ana Cristina.
O suspeito teria descoberto que a cunhada havia contratado um detetive particular para investigar sua vida e encomendou a morte dela enquanto a mulher passaria as festas de Ano Novo na casa da amiga.
Diante da condenação, José Silva continuará cumprindo a pena na Penitenciária de Pinheiros, na cidade de São Paulo. Já os outros dois homens, incluindo o suspeito de encomendar o crime, seguem presos e devem passar por julgamento até o início de 2022.
"Segundo apurado, os acusados estão interpondo recursos com clara estratégia de irem a júri separadamente do réu, José Milson da Silva, que é único réu confesso do crime. Mas, segundo fontes da autoridade policial que presidiu a investigação, as provas contra os dois réus são muitos fortes e dificilmente conseguirão sair livres deste crime", explica o delegado.
O delegado informou também que os suspeitos que ainda não foram para julgamento tentaram recorrer a liberdade provisória em todas as instâncias do Judiciário, chegando até mesmo ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas tiveram seus pedidos negados e continuam presos.
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